Um vírus silencioso

Alguns não são tão prejudiciais à saúde, mas outros vírus, cerca de 80 tipos diferentes têm foco maior nas áreas genitais e, estão relacionados a verrugas e ao câncer de colo do útero, entre outros. Os sintomas do HPV são praticamente imperceptíveis. Esse é o problema. Às vezes, surgem algumas irritações na vagina, mas a pessoa só descobre mesmo que está com HPV no momento em que faz os exames de rotina.

HPV: um vírus silencioso

Imagem: Shutter Stock

Na maior parte dos casos, o HPV é adquirido pela relação sexual, mas as verrugas na pele em qualquer parte do corpo, por exemplo, também podem transmitir o vírus se passarem por algum traumatismo ou se a outra pessoa tiver um ferimento na pele. Até a manipulação de objetos contaminados sem proteção pode causar a infecção.

Como prevenir o HPV
A visita regular ao ginecologista é uma maneira de evitar o problema, mas a prevenção se faz com a conscientização por meio da informação, já que o uso de preservativo não protege 100%, até porque, não cobre toda a área genital masculina. Todo cuidado é pouco.

A boa notícia é que já existem algumas vacinas contra o HPV, sendo que uma delas previne contra quatro tipos virais: 16 e 18, que são relacionados ao câncer genital e 6 e 11, que são os das verrugas genitais e doenças benignas. Essa vacina já foi aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo utilizada em vários países, inclusive no Brasil, onde é chamada de Quadrivalente.

A outra vacina, a Bivalente é contra os tipos 16 e 18 e já deve estar à disposição no mercado. As duas são produzidas por laboratórios diferentes e demonstraram alta eficácia de proteção contra a infecção nos estudos realizados. A Quadrivalente é indicada para mulheres de 9 a 26 anos, mas já existem estudos para mulheres de outras idades.

Como detectar o vírus
O diagnóstico de suspeita do HPV é feito pelos exames de papanicolau e colposcopia. Quando necessário, é feita a biópsia da região suspeita. Além disso, existem também os exames específicos que identificam o tipo e a gravidade do vírus.

Como tratar o HPV
São vários os métodos de tratamento. Uma vez detectado, e se houver lesão específica, as células do local doente são submetidas à destruição química. O procedimento deve sempre ser realizado por um médico especialista. Em seu estágio inicial, toda e qualquer doença causada pelo HPV pode ser tratada com sucesso em 90% dos casos aproximadamente, impedindo que a pessoa tenha complicações no futuro. O HPV pode ser controlado, mas ainda não há cura contra o vírus. O acompanhamento do tratamento é de extrema importância.

O HPV em si pode até se curar espontaneamente. Nesse período, pode acontecer recorrências, até que o organismo se imunize contra aquele determinado tipo viral. Normalmente, quando curado, não ocorre o seu retorno. Mas, se o vírus permanece no corpo, bloqueado pelo sistema de defesa, então é possível que a infecção retorne, principalmente se houver uma queda imunológica.

Concluindo: a prevenção contra o HPV é a melhor saída já que o câncer é o maior inimigo da mulher. Por isso, a necessidade de fazer os exames e tratamentos recomendados pelo ginecologista. Na maioria das vezes, a infecção pelo HPV não apresenta sintomas. O vírus é silencioso ficando no organismo por muito tempo sem se manifestar, embora possa ser transmitido para outra pessoa.

Por essa razão é tão importante estar em dia com o gineco e fazer o papanicolau. Ficar muito tempo sem fazer esse exame não é uma atitude inteligente, já que existe o risco de se contrair o vírus, que pode ser combatido em tempo, se for descoberto no início.

Mais informações sobre a vacina anti-HPV, entre no site: www.delboniauriemo.com.br

Fonte: Ministério da Saúde e Associação Brasileira de Endometriose

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