Cistite
- Categoria: Saúde
- Criado em Terça, 24 Novembro 2009 18:01
- Escrito por Elaine Rodrigues
- Acessos: 1800
Quem já teve cistite ao menos uma vez na vida, sabe como é. Afinal, nada mais é que uma infecção contagiosa e que aaarde muito. Sabe aquela vontade 24 horas de fazer xixi, mas na hora “H” dói muito e só sai um pinguinho?
Pois é, amiga, se isso já aconteceu com você é bem provável que faça parte das estatísticas: uma em cada quatro mulheres terá pelo menos um episódio de infecção urinária durante a vida, também conhecida como cistite. Triste, não?

Imagem: iStockphoto
Cistite é o nome que se dá à doença inflamatória ou infecciosa da bexiga. Em quase 90% dos casos é causada por bactérias. As cistites mais freqüentes são causadas – em quase 75% pela Escherichia coli, uma bactéria que costuma visitar a nossa flora intestinal. Ah, mas ela é ousada e também se encontra nas fezes. Em situações especiais, essa bactéria migra contaminando os órgãos genitais.
Depois um período de multiplicação, a danada pode invadir a uretra e se localizar na bexiga, provocando uma cistite infecciosa, dolorida, sofrida. E como não poderia deixar de ser essa situação é mais fácil de acontecer com as mulheres! Claro, principalmente pelas questões anatômicas. (Nessa hora dá uma invejinha dos moços, não?)
De acordo com os médicos e estudiosos, outros tipos de agentes infecciosos podem também causar cistite como o bacilo de Koch. Nesse caso há uma cistite tuberculosa. Em pacientes com AIDS soropositivos ou portadores do vírus HIV, ou sob quimioterapia é comum as cistites por fungos. Existem cistites não infecciosas, apenas de causa inflamatória.
As pessoas que se submetem à radioterapia de órgãos pélvicos – útero ou, próstata estão mais vulneráveis em adquirir uma inflamação vesical que é chamada de cistite rádica. Outro tipo de cistite não rara é a cistite intersticial de causa desconhecida. É uma inflamação crônica, insidiosa, com a tendência de diminuir a capacidade da bexiga, trazendo dor e desconforto para a mulher.
As cistites infecciosas ocorrem por diversos fatores: anatômicos, genéticos, instrumentação do aparelho urinário (uso de sondas uretrais), por cirurgias sobre o aparelho urinário, doenças do aparelho urinário "pedras", pela atividade sexual ou presença de corrimento vaginal.
Como vou saber que estou com cistite?
Como dissemos no início do texto, se você tiver ou teve, certamente não irá se esquecer. As mulheres com cistite queixam-se da freqüência assídua ao vaso sanitário, há uma espécie de urgência a todo instante, além de dor na bexiga, de uma ardência lascada combinada a dificuldade para urinar. É o caos urinário!
Quando ocorre, a urina pode apresentar odor característico, diferente, como também sangue. Desconforto geral, dores lombares baixas, irritação, podem acompanhar o quadro. Nos outros tipos de cistite, não infecciosas, os sintomas são os mesmos, porém com a única diferença: a inexistência de germes nos exames de urina. Não há uma.
Como se faz o diagnóstico?
Basta fazer um exame de urina para saber que tipo de bactéria a infectou. A partir do resultado, o médico receita o antibiótico adequado. Simples assim. Mas, o exame mais importante é a urocultura com antibiograma, porque é o único que vai dizer se a cistite é infecciosa ou não. Ele identifica a bactéria e através do antibiograma orienta na escolha do antibiótico mais apropriado ao tratamento. Se a urocultura apontar ausência de germes, o diagnóstico de cistite não infecciosa é o mais provável. Entendeu?!
Como se trata?
A cistite infecciosa é tratada com antibióticos depois do resultado da urocultura. Se uma causa for encontrada, essa deverá ser eliminada (por exemplo, um cálculo renal).
As cistites não infecciosas são mais complexas em relação ao seu tratamento. Os médicos recomendam analgésicos, antiinflamatórios, anti-espasmódicos, anestésicos locais para resolver esse probleminha.
Felizmente, as cistites infecciosas apresentam bom prognóstico. Mas, algumas mulheres são mais suscetíveis à bactéria e o quadro se repete. E, se você é uma delas, deve procurar um urologista – o especialista certo para diagnosticar e orientar as providências. A automedicação ou o antibiótico errado só aumentam a resistência ao germe
Em muitos casos, o médico necessita fazer uso prolongado de antibióticos em doses pequenas e diárias para evitar a repetição. A cistite intersticial é um desafio para o urologista, pois sua causa é desconhecida.
Conselho nunca é demais e sabe quem é sua melhor amiga nessas horas? A água, amiga! Beba muito, pois: quanto mais líquido você ingerir, mais terá vontade de fazer xixi, reduzindo assim, o tempo de exposição de seu corpo aos monstrinhos.
Vá ao toalete a cada três horas: depois desse período, aumentam as chances de proliferação da bactéria. Tome um copo de suco de cranberry por dia: pesquisas comprovam que essa fruta diminui a aderência da bactéria E. coli na parede vaginal.
E, muito importante: sempre urine depois de uma relação sexual. Caso a dita cuja da bactéria tiver se perdido por ali, o xixi tem grandes chances de mandá-la para o esgoto. E vale consumir alimentos que contenham lactobacilos vivos para ajudar o intestino a funcionar bem. Boa sorte!
Fonte consultada: UNIFESP



