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Síndrome do pânico

Síndrome do pânico

Imagem: Dreamstime

"Com o uso da Hipnoterapia, a ideia não é somente atenuar os acessos do Pânico, mas sim curá-los, sendo que cerca de 70% dos casos atendidos recebem alta entre a oitava e vigésima sessão", afirma o psicólogo clínico Bayard Galvão, presidente dos institutos Milton H. Erickson de São Paulo e de Hipnoterapia Educativa.

Segundo explica o especialista, o processo de pânico é dividido em duas fases: (a) o acúmulo de ansiedades gerando intensos sintomas, como falta de ar e dores no peito, confundidas comumente com problemas cardíacos, muitas vezes levando a pessoa ao hospital; e (b) o medo de reviver as mesmas sensações. "É como geralmente se define a Síndrome de Pânico, o 'medo de ter medo', podendo ser agravado pelo medo da morte ou da perda de controle, gerada pela ansiedade excessiva".

70% dos casos recebem alta entre a oitava e a vigésima sessão de tratamento

Entre as comuns causas de sofrimentos que levam pacientes aos consultórios com sintomas de Síndrome do Pânico, para o médico, são dificuldades financeiras, aumento da insegurança em relacionamentos afetivos e pressões diretas ou indiretas no trabalho, além de outras exigências da sociedade contemporânea.

"Existe uma expectativa-exigência de se possuir um corpo magro e jovial, ser um pai/mãe que conversa, orienta, entende, dialoga e é paciencioso, além de não bastar ter apenas uma faculdade: a sociedade cobra pós-graduações e fluência em outra língua", explica Bayard, que ressalta ainda a diminuição da segurança emocional, afetiva e moral - antes ditadas pela religião, cada vez mais enfraquecida - entre outras causas.
"Há também o aumento da competição, da solidão, da insegurança frente o significado da vida e o excesso de expectativa sobre si e os outros", afirma.

Tratamento e cura
Para Bayard, embora os problemas iniciais que conduziram às crises iniciais de ansiedade sejam resolvidos, a Síndrome do Pânico pode continuar, retroalimentados por outras situações como o "medo de ter medo" ou perda de controle. E é no tratamento das causas que é introduzida a Hipnoterapia.

"A hipnose pode ser aplicada em todas as causas do sofrimento. Como exemplo, trabalhar o medo da morte pode ser o suficiente para curar a Síndrome", diz Bayard. "As reflexões sobre as diferentes dores iniciais (problemas profissionais ou de relacionamento) e secundárias (medo de ter medo ou de morrer) durante o processo de psicoterapia seriam espalhadas pelo passado, através da hipermnésia (fenômeno da hipnose), e futuro, por meio da pseudo-orientação no futuro (idem), trazendo a cura para esse sofrimento", conclui.

Mais informações sobre Hipnoterapia: www.hipnoterapia.com.br

 

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