Meditação
- Categoria: Bem-estar
- Criado em Domingo, 29 Novembro 2009 22:37
- Escrito por Elaine Rodrigues
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Imagem: iStockphoto
Existem diversas teorias afirmando que a meditação ou o religião budista não faltam no Universo. Algumas pessoas encaram o meditar como terapia, outras preferem um retiro espiritual para conversar com Deus e descansar a mente. E ainda aquelas mais ousadas que viajam mentalmente mundo a fora. E por que não? Na verdade, os conceitos pouco importam diante da experiência, já que essa, sim, é capaz de dar sentido a tudo.
Certa vez, uma amiga ligou-me pedindo “colo”. Ela andava apurada e tinha de desabafar de qualquer jeito. Ficamos horas a fio conversando sobre nossas vidas, uma aconselhando a outra. De repente ela me interrompeu curiosa, a fim de saber por que eu me sentia tão confiante, tão zen, tão ‘de boa’ diante dos meus problemas todos...
Respondi que além da fé em Deus, de vez em quando eu viajava ao Tibet para meditar e acalmar o coração e o espírito... Ela riu pencas, mas em seguida perguntou-me intrigada: “Como assim, você vai ao Tibet sempre que tem vontade? Por acaso ficou milionária e não me contou nada”, brincou minha querida amiga.
Disse a ela que não propriamente. E mesmo que fosse rica, de nada adiantaria se eu não tivesse paz interior em primeiro lugar. Com paciência fui descrevendo a minha viagem mental, deliciosa. E, acredite: foi uma experiência incrível... Simplesmente fecho meus olhos no silêncio do meu quarto e medito. Geralmente é noite, quando tudo está mais calmo pelo bairro.
Em profundo silêncio exercito não pensar em nada nos primeiros instantes. Assim, sinto-me livre e verdadeira. Lentamente, meu coração vai se enchendo de compaixão. E é desse jeito, bem simples e totalmente comum que me “teletransporto” para o Tibet, mentalmente...Não faço a mala. Vou eu e minha alma. Somente. Não tem segredo, nem mistério. Cada um, medita da maneira que lhe convém. Da forma que considera a melhor.
No Tibet vejo vales íngremes e altas montanhas que alcançam cinco mil metros acima do nível de mar. Percorro verticalmente três mil metros pelo fundo dos vales para chegar à estrada para prosseguir a viagem até as longas pontes suspensas para a travessia dos rios.
A terra gelada é mais difícil de ser atravessada do que cruzar os pólos por causa do ar rarefeito. Minha viagem por todo o Tibet leva tempo, meses, anos. No passado, o transporte utilizado pelos tibetanos eram os cavalos e carneiros. Os cavalos tibetanos são rudes e fortes, apropriados para o clima do lugar. Para cruzar um rio raso, uso a ponte de madeira construída. No meio do vale íngreme, avisto uma ponte suspensa. O rio é grande e alguns tibetanos usam as jangadas feitas das peles dos animais. No início da Primavera de cada ano iniciam uma jornada por centenas e milhares de quilômetros.
Vou ao monastério de Samye e, lá encontro diversas artes e ciências como a medicina, psicologia, neurologia, botânica, arquitetura, poesia etc... Depois confiro de pertinho a beleza do mosteiro budista Kye Gompa, o maior e mais antigo mosteiro budista tibetano, localizado no topo do monte próximo ao rio Spiti Valley de Himachal Pradesh, na Índia... Neste momento, meu celular toca e sou interrompida por seu toque insistente.
Do outro lado minha amiga se rende: “Olha, sinceramente não sei da onde você tira tanta inspiração, mas uma coisa posso lhe garantir: Adorei ir ao Tibet com você, amiga. E, se me permite, irei hoje à noite para lá outra vez”. Rimos e desligamos o telefone.
Dias depois, ela ligaria novamente para contar sobre suas experiências mentais. Relatou-me entusiasmada que já tinha ido ao Tibet, à Índia, Nova Deli, Paris, Nova Zelândia e, que estava adorando ter um momento insano e tão saudável ao mesmo tempo.
Insano porque você o faz mentalmente. Se o lugar lhe interessa, você vai buscar informações na internet para que sua meditação fique ainda mais prazerosa. Saudável porque você não precisa beber ou ficar doidona, nada disso. Você simplesmente se solta e vive um momento só seu. Se desejar pode fazer uma oração antes. Como quiser. Faça a seu modo, mas tente pelo menos uma vez. Tenho certeza que você vai relaxar, descansar a mente e ainda se divertir com as histórias que terá para contar depois.
É como diz outra amiga, já pedindo licença pela adaptação: “Ilumine o tempo e o espaço e venha meditar comigo”...



