Cozinhar é uma terapia

Há até aquelas que colecionam artigos de cozinha, como panelas antigas, vasilhas, colheres de pau que herdaram da mãe ou das avós e que sabem direitinho o nome de todos os temperos existentes e disponíveis nas prateleiras dos supermercados.

Cozinhar é uma terapia

Imagem: Shutter Stock

Para algumas cozinhar é como uma terapia. Relaxa, distrai e descansa a mente ociosa, enquanto cria receitas, degusta ou compartilha um prato exclusivo e feito com amor e carinho.

Alessandra é coordenadora de Call Center de uma grande empresa, mas nas horas vagas é uma exímia cozinheira. Para ela, cozinhar é descansar. Certo dia fiquei atenta aos movimentos da pedagoga que leva a sério essa tarefa.

Salsinha picada a postos e dois punhados de arroz lavados sob a torneira e, ela já parecia mais entusiasmada. Cabelos bem presos e avental na cintura, Alessandra dá uma limpadinha na pia para deixar tudo em ordem. Detesta bagunça. Uma mexidinha na panela para conferir o tempero e um licor – que ela diz ser bom para abrir o apetite. Ela me oferece um vinho. Aceito. Serena me fala de suas paixões por bolos e tortas. ‘Sou uma formiga gigante. Adoro fazer doces também’, conta.

Não levo muito jeito para a culinária é verdade, mas de vez em quando me atrevo, como que para fugir da rotina. E devo confessar – é sempre divertido. Minha última aventura foi o bolo de Maracujá que, segundo meu público sincero (família e namorado) estava delicioso.

Se você está de bobeira em casa, aproveite as infinitas receitas que estão à nossa disposição tanto na TV quanto na internet e, crie uma atmosfera alegre para esse momento. Quer um incentivo? Música festiva de fundo, uma taça de vinho tinto e manda ver!

Quando fiz o bolo, levei mais de uma hora nessa tarefa aparentemente nada relaxante. Tive de limpar toda a sujeira que fiz na cozinha da minha mãe, lavar tudo, o pior foram os acessórios da batedeira. Mas, sobrevivi a eles. Depois fui conferir com meu garfinho se todo esse trabalho tinha compensado.

O bolo dourado (ainda molinho) exalava o delicioso cheiro do maracujá, mas, eu já tinha conseguido meu feito. Foram momentos de puro desfrute dos meus pensamentos, alegria entre panelas e preparo da calda com a certeza da eficácia da tal terapia do fogão que ‘Alê’ havia sugerido sem querer no nosso eventual encontro aos domingos – já que ela é minha irmã e cozinha tão bem quanto minha mãe.

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